Posts de Outubro, 2007

Orgia circense

29/10/2007

Antes que alguém pense em anões e elefantes, atentem ao sujeito: os presos são funcionários, não artistas. Se assim fosse, o título seria Estrelas de circo presas por orgia em caminhonete ao invés de Funcionários de circo são presos por orgia em MG

Meu trecho favorito:
“Eles estavam na maior sem-vergonhice e alegaram que aqui é uma rua sem saída. Um deles se apresentou como namorado da única mulher e disse que estava tudo bem, mas todos vão ser levados para a delegacia pelo crime de ato obsceno em via pública. Os vidros da caminhonete estavam todos embaçados”, informou o militar.

Aceita-se jornalista escocês, antes que vire jedi

20/10/2007

Tempos bonsEu gosto do Danny Boyle. Porque ele é bom e porque me apresentou o Ewan McGregor, quando o escocês ainda me levava ao cinema. Depois Ewan cometeu desatinos, fez um musical, virou Yoda, perdeu aquele jeito de garoto britânico sexy, bêbado e desastrado.

Ontem revi Trainspotting, onde ele fica bem até entrando privada a dentro. A última vez que gostei do escocês foi em Livro de Cabeceira (lá vai tempo). Mas meu filme preferido ainda é Cova Rasa, que além de mais gordinho e cabeludinho, ele faz um jornalista (o que justifica o post, ok?).  

Também perdi Daniel Craig e Jude Law para Hollywood. Do Pierce Brosnan nunca gostei. Nem do Hugh Grant*. Clive Owen tá se agüentando segurado no pincel. Espero que o Paul Chequer, aquele loirinho do seriado As If, esteja escondido por aí em segurança.

*Conheci em Londres um jornalista esportivo do Times que tinha o sotaque
e a cara dele - arrogante, afetado e lindo.
O cara sorria - se achando gostoso - e eu pensava na Divine Brown...

O agente que me amava

17/10/2007

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Sem nenhuma relação com jornalismo ou jornalistas, mas irresistível:

Professora minha, solteira e à procura, me contou ontem sobre o último pretendente, que tem uma história esquisitinha.
Eu consolo: “relaxa, não pode ser pior que aquele inglês…”.
Ela: “Pode sim. O cara com quem eu saí antes era”, responde, já rindo.
Eu: Pior que o inglês? Não é possível!
Ela: Me disse que era agente secreto…
Eu: Como é?!?!
Ela: Sim, era um cara normal. Bonito, agradável. Passeamos de tarde e quando ele foi me levar para casa, disse que tinha uma coisa para me contar: ‘não estranhe se um dia você me vir na rua com roupas estranhas, de terno, ou uniforme, sujo ou com barba por fazer’. Eu disse ‘não entendi’. Daí ele baixou a voz e falou: ‘é que eu trabalho para o governo disfarçado. Sou agente secreto’…
Ela desatinou a rir. A chorar de rir. E perdeu o pretendente.

OBS1: que agente secreto você namoraria? O meu é Harrison Ford. O detetive Deckard era secreto, certo?

O tarado da granja

16/10/2007

Tá bem, está desatualizado. Confesso. E esta matéria, além de preencher o vazio, merece o post. O cara realmente passou toda a granja em revista. Não se salvou galinha, bezerra, marreca, égua. Isso que é diversidade sexual. Mas como não foi consensual por parte dos bichinhos, cadeia nele.  

vc repórter: preso suspeito de fazer sexo com vaca

Não basta receber a pista, tem que participar….

07/10/2007

Lá por 2000 ou 2001, chefe de reportagem do jornal tinha um site sobre os bastidores da redação. Os colegas, como eu – então editora de polícia –, contribuíam com “cases”. Achei esta no arquivo dele. Antes, uma explicação: em algumas regiões do RS, o “me” é usado como uma muleta antes dos verbos. “Vou me dormir”, por exemplo. 

Um PM foi morto em São José dos Ausentes e abandonado no lixão da cidade. Suspeitava-se de execução por quadrilha de abigeatários ou relação com os 220 kg de coca achados em Vacaria. Bonita a dedicação dos repórteres.

Ligavam dioturnamente para a cidade, que, com a morte soldado, teve seu efetivo da BM reduzido em 50%. Telefonavam para o PM que havia sobrado, um cabo. Novidade?, perguntavam os garotos, para ouvirem sempre uma negativa. Vladimir telefonava à tarde, várias vezes. Eduardo, após ligar para o HPS para saber se a bola 7 do dia ainda estava viva, fazia a saideira no final da noite e me avisava ”nada de São José”.

Sexta, o delegado prendeu o suspeito: o cabo! Sim, o próprio. Satisfeitos, os garotos comentavam o caso: 
– Que coisa… justamente o cabo com quem a gente falava, diz Eduardo.
É… Que ironia, cara, completa Vladimir
E ele sempre respondia a mesma coisa?, pergunto.
Sempre, afirmam em uníssono: ” Ainda não me pegaram ninguém.”

Usando o charme para seduzir as fontes…

02/10/2007

Um dos nosso melhores correspondentes é um cara criativo na hora de conseguir fontes. Polêmico presidente de um país latino-americano ia fazer escala na capital do estado dele e o repórter decidiu que ia porque ia conseguir uma exclusiva. Uns dias antes, andou saindo com a sobrinha do cônsul do tal país – e consegui (a exclusiva, tá?). Agora, quer ir no avião do Exército que leva militares para a missão para o Haiti. Prometeu à tenente que está fazendo os arranjos que a leva para passar uns dias numa cidade turística do estado depois que voltar do Haiti. Aposto que embarca:

Ele: recebi hoje um telefonema do Exército daqui, sinalizando uma vaga pra ir pro Haiti. estava atrás deles há meses. E  hoje uma tenente, que é minha chegada, disse que posso conseguir ir na próxima missão
Eu: nossa, que medo
Eu: acho que rende mta matéria legal
Ele: prometi pra tenente aqui que, se eu fosse, na volta levaria ela pra xxxxxxx
Eu: hahahahah adoro a tua forma de resolver as coisas
Ele: bem, a sobrinha do cônsul xxxxxxx a funcionou, lembra?
Ele: a exclusiva com o xxxxxxxx
Eu: exatamente, isso eu nunca vou esquecer 

Outro correspondente levou a advogada do Marcola para um jantar com vinho. Não sei o desfecho, mas não ganhei matéria alguma.

O msn ainda me mata do coração 2

01/10/2007

Entre aquele fluxo de consciência antes de dormir, quando estou num estado entre bêbada, louca de sono e louca mesmo, lembrei daquele filme delicioso da Miranda July, e do diálogo sensacional pelo msn, ou coisa que o valha, entre o garotinho de 6 anos e a curadora tarada do museu. Só é melhor que o meu com a filha de 8 anos da correspondente porque é ficção e porque é Miranda July, ora bolas.
))<>(( forever

Robby: Ask her if she likes bologna. What are you putting?
Peter: I asked her what kind of “bosom” she had. It’s probably a man.
Robby: Why is it a man?
Peter: ‘Cause everyone just makes stuff up on these things. It’s probably a man pretending to be a woman. Okay. So picture a fat guy with a little wiener.
Robby: What’s a “bosom?”
Peter: It’s a nice word for titties.
(….)
Peter: … It’s a man.
Robby: I think it’s a woman. I can tell it is.
Peter: What should we write? “I have a big wiener?”
Robby: “I want to poop back and forth.”
Peter: What? What does that mean?
Robby: Like, I’ll poop into her butt hole and then she’ll poop it back into my butt hole. And then we’ll just keep doing it back and forth with the same poop.
Peter: Oh, my God. I’m going to put that! “I want to poop back and forth.” Oh, God. She’s gonna think we’re a crazy, perverted person. Ooh! She thinks we’re crazy!
Robby: No, tell her like how I said it.
Peter: No, she’ll never write back, Robby. We have to sound like we’re a man, you know? That’s just lame. It’s stupid.
Robby: But you said I could do half, and you’ve done all of them before this.
Peter: Okay, whatever. We’re probably gonna get arrested. What do you want me to put? The boys, Peter and Robby
Robby: Like how I said it.
Peter: “I’ll poop in your butt hole… and then you will poop it back… into my butt… and we will keep doing it…
Robby: “back… and forth… with the same poop…. forever.”